carta-papai noel

Querido papai Noel, seu velho.

Neste ano eu não escrevo pra pedir um presente, mas pra te dizer umas boas verdades. Seu idoso sem memória.

No ano passado eu fui bonzinho, não chutei árvore com água pra molhar meus amigos, não colei chiclete no cabelo da Aninha da minha sala e não falei mal de nenhum professor. Fiz até lição de casa, imagine como isso é difícil pra mim, mas eu sabia que era por uma boa causa.

Esperei então na noite do Natal passado o meu presente, algo que valesse a pena. Quem sabe um lança dardos, aquele carrinho de controle remoto novo, ou melhor, um PlayStation3. Fiquei até as 2 da manhã esperando e acabei dormindo.

Acordei na manhã seguinte animado e o senhor, seu velho reumático, me deu uma caixa de cuecas, isso mesmo velho pançudo, uma caixa de cuecas. Enquanto isso o Fabinho, aquele menino do outro lado da rua, que vive batendo em cachorro, e desobedece à mãe rica, ganhou um vídeo game novinho.

Não sabe a que ponto chegou minha indignação, seu saco de banhas de cor vermelha. E além do mais, porque eu deveria esperar o presente de um cara como você? Nem e-mail você têm. Eu espero sinceramente seu velho, que você entale em uma chaminé, e que suas renas caguem na sua cabeça. Porque é isso o que você merece, seu velho idiota.

E se passar por aqui fique esperto! Vou te esperar a noite toda com minha arma de pressão, pronto pra encher de buracos essa sua cara gorda.

Ass. Juquinha

fim

Um feliz Natal pra todos, pros bons e pros maus meninos!

Autor: Emerson Silva

Anúncios