Arquivos para o mês de: dezembro, 2011

carta-papai noel

Querido papai Noel, seu velho.

Neste ano eu não escrevo pra pedir um presente, mas pra te dizer umas boas verdades. Seu idoso sem memória.

No ano passado eu fui bonzinho, não chutei árvore com água pra molhar meus amigos, não colei chiclete no cabelo da Aninha da minha sala e não falei mal de nenhum professor. Fiz até lição de casa, imagine como isso é difícil pra mim, mas eu sabia que era por uma boa causa.

Esperei então na noite do Natal passado o meu presente, algo que valesse a pena. Quem sabe um lança dardos, aquele carrinho de controle remoto novo, ou melhor, um PlayStation3. Fiquei até as 2 da manhã esperando e acabei dormindo.

Acordei na manhã seguinte animado e o senhor, seu velho reumático, me deu uma caixa de cuecas, isso mesmo velho pançudo, uma caixa de cuecas. Enquanto isso o Fabinho, aquele menino do outro lado da rua, que vive batendo em cachorro, e desobedece à mãe rica, ganhou um vídeo game novinho.

Não sabe a que ponto chegou minha indignação, seu saco de banhas de cor vermelha. E além do mais, porque eu deveria esperar o presente de um cara como você? Nem e-mail você têm. Eu espero sinceramente seu velho, que você entale em uma chaminé, e que suas renas caguem na sua cabeça. Porque é isso o que você merece, seu velho idiota.

E se passar por aqui fique esperto! Vou te esperar a noite toda com minha arma de pressão, pronto pra encher de buracos essa sua cara gorda.

Ass. Juquinha

fim

Um feliz Natal pra todos, pros bons e pros maus meninos!

Autor: Emerson Silva

gordinha

Quando criança Stela foi alvo de brincadeiras. Era bolinha, poço sem fundo, cintura de ovo e botijão de gás. Era chamada de nave espacial e de saco de banha, uma porquinha que chafurdava na lama. Mas Stela não deixou que isso a fizesse mudar, se manteve firme no bacon, pãozinho de alho e macarrão. Continuou comendo, afinal, do que os outros pensam ela não faz questão de saber. Bom da vida mesmo é poder comer.

Hoje em dia a coisa mudou, continua gordinha, mas quem diria: uma gracinha. Tem cinturinha sim, só que mais cheinha, tem rostinho bonito e várias curvinhas. Várias curvinhas. Melhor que muito esqueletinho que se acha linda magrinha.

Stela se livrou dos apelidos e arrumou um namorado, que está muito feliz porque pode abraçar gostoso quando está mal humorado. Feliz ele por ter Stela, uma gostosura de menina, papo gostoso e o sorriso melhor ainda.

E o melhor de tudo, é uma mulher engraçada, diferente de muita mulher “gostosa” por aí. Porque mais vale um riso do que um corpão. Na verdade isso Stela também tem, e o dela é muito bom.

fim

Autor: Emerson Silva

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