Arquivos para o mês de: julho, 2011


O sol se punha no horizonte e Jones colocava suas roupas após um dia em claro tentando descansar para enfrentar seu próximo oponente. Já vestido colocou sua arma no coldre, acendeu um cigarro e esperou que o sol se apagasse no horizonte, seria uma bela noite de lua cheia.

Então Jones, o caçador de recompensas, saiu para uma caçada que ele sabia, seria a maior de todas. Já pegara ladrões, estupradores e assassinos, tudo por alguns dólares a mais no bolso. O dinheiro das recompensas o mantinha vivo, o perigo da caçada ainda mais.

Jones retirou o cartaz de procurado do bolso, viu pela ultima vez o rosto de sua presa naquela noite. Os olhos grandes e assustados, dentes aparecendo e o rosto de poucos amigos. Vários haviam falhado ao tentar captura-lo, as lendas sobre sua destreza e velocidade eram de assustar qualquer caçador. Pulava de alturas inacreditáveis, e sempre que fora ao chão jamais caíra deitado, sempre de pé.

Jones então pegou se cavalo, e rumou para dentro da cidade escura, onde seu inimigo o esperava. Cavalgou devagar por entre as casas do pequeno vilarejo silencioso. Depois de algum tempo ouvindo só o casco do cavalo ele avistou sua presa: era baixo, negro e de olhos brilhantes.

Rápido como um raio ele correu, com Jones no seu encalço. Quase o perdera de vista, mas conseguiu segui-lo, então ao se aproximar saltou do cavalo na esperança de pegá-lo, mas em vão caiu no chão se arrastando na poeira. Jones levantou-se rápido e correu o máximo que suas pernas lhe permitiram. Então enfim, após avistar seu inimigo de olhos raivosos sacou sua corda, girou no ar e o laçou sobre seu alvo.

Enfim Jones tinha pegado seu inimigo, com uma laçada certeira. Jones agora ganharia sua maior recompensa. O gato de dona Neusa que havia fugido de manhã, deixando sua vasilha de leite ainda cheia, estava capturado.

fim

Autor: Emerson Silva

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princesa

Era uma vez uma princesa que odiava príncipes encantados, cavalos brancos e coroas brilhantes. Era uma vez uma princesa que não queria um casamento, muito menos viver feliz para sempre. Não queria um baile com um sapato de cristal, ter que deixar o cabelo gigante pra que alguém subisse nele e acima de tudo não queria ter que ser salva por homem nenhum.

Certo dia então ela se resolveu, encheu sua pequena bolsa real com o que precisava: algumas roupas, comida e algum dinheiro. Pegou não o cavalo branco, mas a moto 300 cilindradas do seu tio e acelerou, acelerou até sumir das vistas do castelo.

Cortou o cabelo bem curto, fez uma tatuagem no pescoço. Arrumou um namorado que não era príncipe, não era alto loiro e muito menos bonito, era baixinho, tímido, mas que sem duvida contava ótimas piadas.

Teve um filho, um pequeno príncipe, se separou do namorado depois de algumas brigas e conheceu outro cara muito legal também. Viajou pelos quatro cantos do reino, fez amizade com os músicos boêmios, com os escritores paranoicos e com os bêbados nas tavernas.

E no final. Bem, no final ela morreu.

Não foi feliz para sempre, porque para sempre nós sabemos que é algo que não existe, assim como os contos de fadas.

fim

Autor: Emerson Silva

piratacabeleireiro

Steve era pirata. Tinha tapa olho, um gancho na mão e uma perna de pau. Com orgulho batia no peito que era o rei dos sete mares, dominava o horizonte, matava qualquer um que cruzasse seu caminho e saqueava qualquer navio. Seu gancho com orgulho era cheio de sangue, seus olhos cheios de maldade e nenhuma misericórdia.

Steve então, depois de instalar a TV a cabo, assistiu a um programa de transformações. Viu uma garota virar princesa, trocar os sapatos, mudar o cabelo e pintar as unhas.

Foi então que Steve também se transformou.

Passou gel no cabelo, trocou o tapa olho sem graça por um olho verde de vidro, a perna de pau por uma prótese com traços perfeitos e o gancho por um pente para arrumar os cabelos.

Depois reformou o navio. Seu imediato Jorge Cevada virou secretario, seus tripulantes Carniça, Mosquito e Esqueleto viraram cabeleireiros. O veleiro Pé de Porco virou manicure e o navegador Mãos de Aço massagista.

Em pouco tempo tinham o maior salão de beleza do sete mares, prontos para esconder até os menores poros abertos dos viajantes.

Seteve mudou seu nome para Stefany e com seus cortes fez do mar uma verdadeira passarela, para todos os viajantes em busca da beleza.

fim

Autor: Emerson Silva

Remata Para Canto

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